domingo, 1 de março de 2009

E se tudo fosse diferente? - Capítulo 7

Desculpas a quem lê e acompanha por meu estado inerte. Não to conseguindo escrever, então hoje quando vi o comentário "volta." de um Anônimo resolvi postar e então, sem idéia sobre o que escrever resolvi dar uma olhadinha na minha história e vi que tinha um capítulo lá terminado e inédito e resolvi postar. Sei que não tem muita gente acomapanhando mas acho que esse capítulo é interessante e vale a pena ler, o 8 ainda mais, só que ele ainda esta pela metade, parado há muito tempo. Para quem se importa de como estou, as coisas estou muito.... diferentes, ocorreu muitas coisas e ando bastante confusa, as vezes feliz de mais e em outras bastante triste. Verei e tentarei ser mais frequentes, mil desculpas. Sem mais delongas, o capítulo 7. :]
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Simplesmente aquele era o único momento em que não esperaria que um desconhecido viesse a falar comigo. Mas como fui provada, as vezes as coisas acontecessem quando a gente menos espera.
Depois de um quase ataque cardíaco com aquela mão quente no meu ombro eu ouvi um nome:
_Matheus, oi.
Eu não lembro o que falei, só sei que foi um xingamento bem baixo para expressar o tamanho susto que havia levado.
_Quem diachos é você? – nem gostaria de descrever meu estado de tão patético que devia ser.
_Sou uma pessoa, e você? – e deu sorriso de orelha a orelha gigante digno de inveja.
_Não sei – virei meu rosto para o lado porque na hora meus olhos começaram a queimar com a vontade de chorar.
_Está aqui por quem? Parentes?
_Meu pai.
_Tem gente que diz que o tempo cura – disse ele, pelo jeito estava a refletir também.
_E a gente tem esse tempo?
Eu certamente não sabia quem era aquele garoto, em situação normal eu estaria tagalerando, mas não, eu não estava. Primeiro o café, agora silêncio? Mudanças estavam por vir.
Ficamos quietos, cada um em sua atmosfera isolada, encostados no muro e agora com a cabeça visando o chão e não o céu. Alguns minutos se passaram e, outra vez, tocaram o meu ombro, dessa vez eu não quase tive um ataque cardíaco, era a minha mãe, me avisando que estava na hora do enterro. Sem responder muita coisa eu me levantei, limpei a calça, mesmo que ela não estivesse suja, apenas por costume. Estava quase me retirando quando me lembrei do meu companheiro de muro.
_Ah, Matheus, estou indo. Tchau.
Ele parecia estar numa atmosfera diferente da minha e quando falei com ele parecia que havia aterrissado. Instantaneamente ele se levantou.
_Posso ir com vocês?
_Claro. Bom, não é exatamente uma festa, você sabe – revirei os olhos ao falar.
_Eu sei – e foi só o que ele disse.
Seguimos para o local, disseram-se mais algumas poucas palavras e pela primeira vez deixei-me chorar em frente ao corpo. Lembro-me da maneira irônica que ele enfrentava mortes e sei que levaria uma bronca por estar chorando ali, mas, para mim, era inevitável aquilo. Por mais que houvesse todas aquelas más situações... Era inevitável, eu sabia.
Foi quando me lembrei de uma coisa que ele comentara comigo já há muitos anos num velório. Ele me disse que a parte mais sofrida de todas as mortes era no enterro, pois se tinha que dizer adeus a pessoa, seria a última vez que a veria.
Realmente é uma coisa interessante, toda vez que vemos uma pessoa pode ser a última vez que a vemos, e muitas vezes na verdade é. Não nos damos conta desse fato surpreendente. Talvez eu nunca veja mais o cara que aquele dia cruzou no meu caminho enquanto andava pela rua e assobiou para mim de sua moto e virou a cabeça pra trás muitas vezes para me olhar de novo, mas nem por isso me deixei afetar.
Muita gente diria, “pra quê vou me importar com isso? Ele não mudou minha vida nem nada do tipo”. Eu diria que sim, acho que aquela cantada, ou seja lá o que fosse aquilo, mudou minha vida, me deu um pouco mais - mesmo que em pequena quantidade – de auto estima. Talvez por causa dessa pequena dose de auto estima eu ainda esteja aqui viva para escrever. “Tudo influi.”

PS: Ah, e ao Anônimo, adoraria que ele se identificasse, nem que seja por e-mail. maria.rodriguesp@hotmail.com

2 comentários:

Rodrigo Hyoukami disse...

Visitas inesperadas
Comentarios ou cantadas
O que se segue nesse jornada
Não é nenhum conto de fada
Apenas a historia imaginada
E ainda assim não chega a ser imaginaria
Parabens por esta obra de sua autoria
Continue contente
Seu trabalho realmente ira em frente

Fique bem

.moony. disse...

oie :D
tô tão cheia de coisa pra fazer ultimamente que só agora pude ler o sexto e este sétimo capítulo :D
está ficando cada vez melhor, viu?
realmente, cada vez que vimos algm pode ser a última vez e nem nos damos conta disso =/
bjo
teh +
o/*