sábado, 8 de agosto de 2009

[Foda mode on]

Não, não é uma nova modinha. Ou melhor, talvez seja. Ultimamente quando converso com as pessoas parecem que suas cabecinhas estão programadas para operar no modo “Foda-se”. Agora, explicando o modo “foda-se”, é um modo de agir bastante comum em pessoas com tendência a ser egoístas e se acharem auto-suficientes. Normalmente acontece quando você chega em uma pessoa, naquele momento que você ta meio mal, precisando de ajuda e quer desabafar, e a pessoa simplesmente finge que escuta (isso quando finge) ou então foge do assunto imediatamente, ou então o encerra com um irritante “normal”. Há outras maneiras, esse foi só o mais comum. Quando você ta com um problema, em que precisa de ajuda. Outras vezes quando só quer ter uma conversa legal e divertida e a pessoa simplesmente te corta.

E, sinceramente, esse modo de operação ta contagiante. Ultimamente quantos “ah, vai pra merda” eu não disse? Quantos “esquece vai”? E, o pior de tudo, é que minutos ou horas depois de fazer uma coisa dessas minha consciência fica simplesmente insuportável. Então porque na hora eu não paro e escuto então, bosta?

Claro, ta todo mundo com a cabeça quente! Todo mundo de saco cheio. Mas de onde uma adolescente atoa que nem aula esta tendo tira tanto estresse? Sabe o pior de tudo? Tem lugar de sobra pra tirar esse estresse. É dos pais, é da escola, é do namorado ou da falta dele, é da saudade de uma amiga, é da briga com outra, é a vontade de fazer coisas que não pode.

Uma hora dessas dá mesmo a vontade de ligar esse modo foda-se. Dá vontade de pegar as roupas preferidas, pegar todo o dinheiro que tem e sair pra aproveitar. E nem fodendo se tem conseqüências ou não. É droga, é bebida, é festa, é transa. Não necessariamente nessa ordem. A ex-futura química virar uma hippie que a única vez que ouviu falar em química foi quando disseram que era dependente química?

Quem sabe a vida boa é dessas pessoas que se jogam sem pensar na conseqüência. Mas, porra, fala sério. Todo mundo sabe que uma hora ou outra dá merda. Então a nuvenzinha da viagem apaga, junto com toda aquela fumaça do baseado. Então a gente cai na real, começa a estudar pra ter futuro pra vida. Até um dia a gente estourar de raiva.

Quem sabe esse dia não é amanhã.

Um comentário:

Claudio disse...

te amo
e não é de boca pra fora
é um sentimento que aflora

tive saudade tive receio
estou com angustia de vela
busco em todas as partes um pedaço teu que possa um dia suprir o que eu tento guardar...

....

convença comigo que eu consigo te "acalmar" por assim dizer.