domingo, 31 de agosto de 2008

Com o tempo

Não sei. Meio poema, meio prosa, porque, como acho que sabem, odeio rimas.

Com o tempo tudo passa,
Com o tempo você se esquece,
Com o tempo você se acostuma,
Com o tempo você esquece o que é viver.

Lembranças, memórias são um dos bens mais preciosos,
Por isso muitas matam, chantageiam para ocultá-las.
Tem gente que mata as próprias,
E posso me incluir neles.

Porque as vezes parece tão mais fácil esquecer,
Menos doloroso,
Menos odioso.
Mais fácil.

Antes eu sabia o que era ser feliz,
O que era sorrir, o que era viver.
Mas me tiraram isso, e apenas me disseram:
_Com o tempo passa, com o tempo você se acostuma.

Mas sempre insisti em gritar:
_Porque me acustumar?
Se era tão bom viver, porque parar?
Não, não quero me conformar!

Mas dentro de tudo há um porém,
Assim como no não-conformismo.
Você sofre por não ter o que quer,
Sofrer pelo seu inalcançável querer.

Mas talvez seja melhor do que crescer e se esvaziar,
Deixar as idéias de outros por sua cabeça rodar.
Irei investir em continuar, não tendo certeza se poderei algum alcançá-la.
A felicidade, a tão almejada.

2 comentários:

Rodrigo Hyoukami disse...

Foram sim belissimas palavras...
Orgulho maior não imaginara...
Afinal escolhes e trilhas propria estrada...
Ora vejam so, toda emancipada...
Toda prosa expondo da alma a morada...
Em seus olhos a vida iluminada...
Que seu coração...
Não perca a sensação...
Essa que não é a direção...
Mas ruma a salvação...
A indagação...
O questionar da ação...

Fique bem.

.[P].a.[R].ente disse...

Ngm tem certeza de nada. Viver é dar um salto no escuro. Mas é mlr viver assim, do que viver cheio de regras estipuladas, certezas inabaladas.
Eu acho mlr viver assim, com td essa inconstância exacerbada...
que às vezes mal-trata...