terça-feira, 2 de setembro de 2008

E a criança passava fome

Hoje teremos algo diferente, teremos uma pequena fábula, acho que assim se pode ser denominada. Como quase todos meus textos inpirada em algo ou alguém, dessa vez foi inspirada em uma conversa com um grande amigo meu, retirando até alguns trechos de nossa conversa, a idéia me surgiu quando brinquei falando que era maldade o que ele fazia, que era o mesmo que deixar uma criança passando fome e entramos na história, criamos nossa criança faminta e eu a incorporei melhor nesse pequeno texto:

Mas só havia ao seu dispor comida que aparentava estar estragada e havia um homem alto e forte consigo, era seu amigo de caminhada há muito tempo, ela o considerava um irmão.
A garota passava fome, ela, que nunca se alimentara corretamente, sempre teve carência de vitaminas entre outros nutrientes, sempre fora fraca, o pouco que comia a dava sustento para suas atividades diárias. Já o homem era forte, robusto, sempre se alimentara bem e raramente tinha alguma doença por sua ótima saúde.
Eles já eram amigos há algum tempo, mas não o bastante para terem tamanha confiança como tinham um no outro. De mãos dadas os dois seguiam por um caminho incerto, com morros, buracos, cheio de altos e baixos. E eles gostavam de seguir por aquele caminho de mãos dadas, sem ter certeza alguma sobre o que viria a seguir, tendo como segurança só um ao outro.
A vida parecia perfeita, até aquele momento parecia que nada ia dar errado para os dois amigos, mas como nada é perfeito um dia seus mantimentos que consistiam em poucos alimentos chegou a acabar, logo o dois passariam fome e talvez até morressem.
Como já disse, a criança era a mais fraca dos dois, após algum tempo de caminhada em busca de alimento já estava cansada e com fome, não tinha mais forças para continuar.Porém o homem que era forte e robusto conseguia se manter em sua caminhada por mais tempo que a frágil criança, o homem já estava acostumado a passar certas dificuldades.
Até que então a criança abre sua bolsa conferindo se restara alguma coisa para que pudesse comer e saciar sua imensa fome e encontra no fundo de sua bolsa bem escondido e velho, um pedaço de pão. “A salvação”, pensara.
Então a criança, esperançosa mostra para seu amigo aquele pedaço de pão que encontrara em sua bolsa, já mofado, com fungos aparentes. Seu amigo lhe diz não.
_Você não irá comer isso.
Triste, a garota tenta entender por que:
_Por quê? Estou aqui padecendo de fome, porque não posso comer isso?
_Está estragado, não vê? Só irá lhe fazer mal, seguiremos em frente e encontraremos algo.
_Mas estou com fome, posso não durar até encontrarmos algo, podemos não encontrar nada.
_Sei que comer algo estragado só lhe fará mais mal do que comer nada há o que comer ali na frente, siga comigo.
_Não tenho mais forças. Do que adianta?
_Lhe darei o meu máximo.
E o homem a pega e carrega no ombro e a leva consigo pelo caminho.

2 comentários:

.[P].a.[R].ente disse...

Pelo que eu entendo de fábula tem que ter um final moralizador. E essa com certeza tem. agora estou com dúvida se tem que ser com animais. rs
Não, acho q nao tem nd a ver. rs

Um Cheiro...

Rodrigo Hyoukami disse...

Uma boa fabula traz uma lição...
Algo que possamos prender a nosso coração...
Em geral como disse o colega...
O destino a animais normalmente delega...
Mas isso por conta de uma peça que nossa mente nos prega...
Temos facilidade por ver...
O que por metaforas venham a nos dizer...
Mas não creio que se nega...
Por usar de uma forma tão direta...
Realmente gosto do que fizera...

Fique bem.