terça-feira, 16 de setembro de 2008

Quatorze de Setembro, dia memorável

Talvez em algumas partes o post fique meio estranho, acontece que comecei a escrevê-lo ontem e terminei hoje por falta de tempo.
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Hoje a tarde foi um dia tão gostoso. Talvez esse seja um post-diário, mas até acho que vocês vão gostar. É bom varias às vezes, sabe. :]
Depois de ontem à noite, uma noite que fiquei sabendo de algo que me deixou com uma raiva que nem eu mesma sabia que tinha eu só tinha certeza de algo, preciso sair à rua segunda. Na semana passada eu tinha saído para entregar DVD na locadora e fora gostoso passear pelo bairro, sentir o vento, andar devagar tentando se equilibrar no meio fio. Eu queria repetir aquilo, ou até, fazer melhor do que aquela tarde.
E foi o que fiz.
Desde que acordara estava planejando, estava com vontade de ir com um amigo, mas nem rolou, resolvi ir sozinha mesmo. “Bom que penso na vida”, pensei. Nem por estar sozinha deixou de ser bom. Como disse, desde as 6 e pouco, quando acordei, estava pensando em alguma desculpa para sair, já é muita folga sair e ficar andando na velocidade de uma tartaruga manca mas é mais ainda fazer isso sem ter rumo algum. Bom, dessa vez eu não tinha nenhum DVD como desculpa, então criei uma idiota, eu queria ir comprar refrigerante pra mim!
As 15h e 30min dei /away em tudo, vesti um short jeans, peguei meu dinheiro, minha chave, meu celular (para emergências e para saber a hora) e como não podia esquecer-me, meu mp4, companheiro de muitas horas.
Devargazinho... ouvindo a discografia de Nenhum de Nós (uma ótima banda, recomendo) e fui... andando lentamente, sorridente, e cantando somente com os lábios as músicas que mais gosto, foi mágico.
Chegando à padaria estive em um dilema no que pegar,escolhi Fanta Uva e um bombom. Com minhas dificuldades para colocar o canudinho na lata lá fui eu. Resolvi andar mais uma quadra à frente, aumentar minha caminhada, tive até vontade de ir para onde eu morava a mais de um ano atrás, mas me desanimei, não havia o que fazer lá.
Então comecei minha caminhada de volta, lentamente, na velocidade de uma velhinha com problemas de coluna, andando meio que dançando, sorrindo, e mexendo os lábios cantando as músicas que ouvia no meu mp4. Passei pela praça, até pensei em ficar por um tempo lá, somente deitar-me em uma daquelas pequenas paredinhas onde ficam os jardins e olhar pra cima e pensar, mas estava muito movimentado lá e não estava muito a fim de pagar de mendiga. Então continuei minha caminhada, broxando pela segunda vez.
Chegando na esquina onde atravessaria a rua e chegaria na quadra onde moro olhei para a rua de cima, sempre a achei incrivelmente bonita, todas as casas são grandes, no meio, há uma espécie de jardinzinho com várias árvores, algumas com flores até. E aquele lugar me parecia bem fresco. Eram umas seis quadras, como calculei. Resolvi ir até o final e voltar.
Não fazia muito sentido ir ao final da rua e voltar, mas não me importei. Muitas pessoas andam por ali para fazer caminhada, inclusive encontrei meu antigo vizinho naquela rua.
A experiência foi mágica, única, foi divertido andar calmamente, sem se importar com o tempo, sem se importar com a tristeza, sem se importar com os chutes, sem se importar com aparência. Ao cruzar com um homem não tive vergonha de encará-lo e em resposta ele abaixou levemente a cabeça e a levantou novamente como um gesto de cumprimento e eu em retorno fiz o mesmo e lhe dei um sorriso. Não o conheço, talvez nunca o veja novamente, mas sorri para ele.
Enquanto andava encontrei algo que me deixou maravilhada, tanto que cheguei a ficar olhando para aquela coisa durante uns dois minutos, o mais incrível que aquela ‘coisa’ já devia estar lá a cerca de 10 anos ou mais, e eu nunca havia notada sua beleza. Sabem o que era? Uma árvore.
Ela era tão estupenda, tronco grande (por favor, não pensem bobeira) bem enraizado, e seus galhos faziam uma copa gigantesca, que mostrava um triunfo maravilhoso. ”Ainda vou me aproximar mais daquela árvore”, pensei .
Quando já estava voltando pela rua tive uma idéia enquanto pegava uma flor para brincar, desde pequena tenho essa mania, vejo uma flor, pequena ou grande, bonita ou feia, pego-a e começo a rodar pelos dedos, cheirá-la, brincar com ela. Quando peguei a flor tive a idéia de pegar lembranças desse dia tão bom, acabou que peguei um monte de flores, e voltei para casa com um monte de flores na mão. Ficou até engraçada a cena. E assim encerrou o passeio de segunda. Talvez eu inaugure a ‘Caminha da segunda’ só para me distrair.
Desculpem-me a enjoança, promete que não sou de posts-diário. ^^


Lembranças do dia 15/09/2008

2 comentários:

Rodrigo Hyoukami disse...

ah-ah...
Como la queria estar...
Soou tão bom...
Imagino sem o som...
Fora tu mesma que citara...
Ouvir tudo em que a tua volta ficara...
Ja tinha por habito em realidade...
Mas parece perfeito a tua novidade...
E não tenho nada contra posts-diarios...
Pelo contrario...
Talves porque seja teu amigo...
Mas gosto de saber o que acontece contigo...
De qualquer forma...
Já é hora...

Fique bem.

.[P].a.[R].ente disse...

Liindas as flores!! =)
Meu, é maravilhoso fazer isso às vezes, ah! e hoje to aderindo ao movimento de greve pela felicidade. rs

Cheiro...